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Com medo das chuvas, moradores de áreas de risco criam rede comunitária para agir em emergências em Nova Friburgo

A proposta é ter moradores como pontos de referência em diferentes partes do bairro Divulgação Moradores do bairro Ruy Sanglard, em Nova Friburgo, na Regiã...

Com medo das chuvas, moradores de áreas de risco criam rede comunitária para agir em emergências em Nova Friburgo
Com medo das chuvas, moradores de áreas de risco criam rede comunitária para agir em emergências em Nova Friburgo (Foto: Reprodução)

A proposta é ter moradores como pontos de referência em diferentes partes do bairro Divulgação Moradores do bairro Ruy Sanglard, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, decidiram criar uma rede comunitária para tentar agilizar a retirada e o auxílio a pessoas que vivem em áreas de risco durante episódios de chuva forte. A mobilização foi feita a partir de um mapeamento da Defesa Civil que, segundo a associação de moradores, identificou sete áreas de risco no bairro. Com essas informações, a comunidade passou a se organizar por setores. A proposta é ter moradores como pontos de referência em diferentes partes do bairro, facilitando a comunicação e a mobilização dos vizinhos caso uma situação de emergência aconteça. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 William Chagas, presidente da associação de moradores, explica que a ideia é complementar o trabalho realizado pelos órgãos públicos, principalmente nos primeiros momentos de uma ocorrência. "A Defesa Civil fez um planejamento, mas, mesmo assim, sabe que tem que ter o apoio da comunidade", afirmou. Segundo William, quem vive no bairro conhece os pontos mais vulneráveis e pode ajudar a identificar rapidamente onde há pessoas precisando de auxílio. Apesar da mobilização, o presidente da associação afirma que a iniciativa não é uma solução definitiva para o problema. "O que precisa fazer é moradia. O mapeamento está feito e vamos salvar vidas, mas vai continuar o problema, porque não tem casa, não tem moradia", disse. A preocupação aparece também nos relatos dos moradores. Em um dos pontos visitados pela nossa equipe, moradores afirmam que um trecho danificado durante as chuvas de dezembro ainda não foi recuperado. Segundo eles, o problema afetou o acesso pelo local e a circulação do transporte coletivo. Mônica Bohrer, que mora próximo ao trecho, conta que a preocupação aumenta principalmente durante a madrugada, quando chove forte. "Chega a noite, madrugada, a gente não dorme direito. Fica com medo disso aí cair mais", contou. Cláudio Bohrer afirma que os próprios moradores já precisaram se mobilizar para retirar materiais que caíram no local. "Nós tivemos que alugar caminhão para tirar tudo na mão. Até criança juntou com a gente para fazer a retirada dos materiais", relatou. Já Laerte Nascimento, comerciante no bairro, afirma que o problema também prejudicou a rotina de quem depende da via. Segundo ele, moradores precisam caminhar distâncias maiores carregando compras e outros objetos por causa das dificuldades de acesso, além dos impactos para os estabelecimentos comerciais da região. Prefeitura diz que problema foi provocado por obra irregular A Secretaria de Defesa Civil informou que a rua está interditada para o tráfego de veículos pesados. Segundo o município, o problema foi provocado por uma obra realizada de forma irregular em um imóvel particular, que teria provocado a queda de um muro e a desestabilização da via. A Secretaria de Obras informou que está realizando os levantamentos técnicos necessários para elaborar um projeto de recuperação da rua. Após essa etapa, segundo a prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município deverá acionar judicialmente o responsável pelo ocorrido. Os moradores também pedem a disponibilização de uma van para atender a região enquanto o acesso permanece prejudicado. Sobre o pedido, a Secretaria de Governo informou que o bairro já conta com uma linha regular de ônibus e uma van que atende a localidade do Vale Radiante, onde, segundo a pasta, existe maior demanda. A prefeitura afirmou ainda que, neste momento, não há outros veículos disponíveis para atender a área. Outros bairros preocupam Segundo a Defesa Civil, entre os bairros que recebem maior atenção do órgão durante episódios de chuva forte estão Floresta, São Jorge, Ruy Sanglard, São Geraldo, Tingly, Santa Bernadete e Prainha, em Campo do Coelho. Para William, a experiência criada no Ruy Sanglard poderia ser adotada em outras comunidades. O presidente da associação defende que moradores conheçam os pontos de risco da região onde vivem e mantenham uma rede de comunicação para situações de emergência. A experiência criada no Ruy Sanglard poderia ser adotada em outras comunidades. Divulgação

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