Mulher é presa em operação contra fraude com obras de arte e imóveis de luxo; prejuízo é de R$ 2 milhões
Delegado detalha Operação Tela Falsa Uma mulher que se passava por advogada foi presa nesta quarta-feira (3) na Operação Tela Falsa, deflagrada pela Delegac...
Delegado detalha Operação Tela Falsa Uma mulher que se passava por advogada foi presa nesta quarta-feira (3) na Operação Tela Falsa, deflagrada pela Delegacia de Defraudações (DDEF), contra um golpe envolvendo obras de arte e um imóvel de alto valor. O prejuízo da vítima — o dono de um antiquário — é de pelo menos R$ 2 milhões, mas pode chegar a R$ 10 milhões. “A investigação envolve fraudes com cifras milionárias”, afirmou o delegado Marcos Buss. Agentes prenderam Michele Coelho Montenegro em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Outros 9 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Um quadro foi recuperado na casa de um advogado, que também foi preso. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) informou não ter localizado registros ativos em nome de Michele. Ela também foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Quadro foi recuperado na casa de um advogado Divulgação/PCERJ Como foi o golpe Segundo Buss, Michele se apresentou ao antiquário “como uma pessoa muito rica e como advogada — sem ser”. De acordo com a denúncia, Michele se apropriou de obras de arte de elevado valor comercial recebidas para intermediação de venda, entre elas peças atribuídas aos artistas Sérgio Camargo (2 relevos em madeira pintada, sem título) e Ivan Serpa (um quadro da Série Amazônia e outro da Série Mangueira). “Ela conseguiu ludibriar todo um cenário. Esse dono de antiquário acabou entregando a ela 4 obras de arte que, juntas, estão avaliadas em mais de R$ 10 milhões”, detalhou o delegado. As obras passaram a ser negociadas como se fossem de propriedade da acusada, sem devolução ao legítimo proprietário. A investigação aponta ainda que a denunciada utilizava cheques sem fundos e comprovantes bancários falsos para simular pagamentos relacionados às negociações, induzindo a vítima a erro e ampliando os prejuízos. Três obras de arte ainda estão desaparecidas, mas o quadro da Série Mangueira de Serpa foi recuperado na casa do advogado Felipe Barbosa Bittencourt, preso em flagrante por receptação. De acordo com o MPRJ, também houve fraude envolvendo a negociação de um imóvel em Copacabana. Na ocasião, a acusada teria recebido valores a título de sinal de compra e venda sem possuir autorização legítima ou condições concretas de concluir a transação. Os investigados podem responder por estelionato e apropriação indébita. Mulher é presa em operação contra fraude com obras de arte e imóveis de luxo Mulher é presa em operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra golpe milionário envolvendo imóveis e obras de arte Reprodução/ TV Globo