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Protesto em Botafogo reúne moradores contra leilão de terreno de antigo supermercado

Moradores protestam contra retirada de mercado em Botafogo Charles Mathura/TV Globo Moradores de Botafogo, na Zona Sul do Rio, fizeram neste sábado (20) um nov...

Protesto em Botafogo reúne moradores contra leilão de terreno de antigo supermercado
Protesto em Botafogo reúne moradores contra leilão de terreno de antigo supermercado (Foto: Reprodução)

Moradores protestam contra retirada de mercado em Botafogo Charles Mathura/TV Globo Moradores de Botafogo, na Zona Sul do Rio, fizeram neste sábado (20) um novo protesto contra a desapropriação do imóvel localizado na Rua Barão de Itambi — endereço que por cerca de 50 anos abrigou supermercados tradicionais, como Sendas e, mais recentemente, o Pão de Açúcar. O grupo contestava a decisão da Prefeitura do Rio de desapropriar o terreno sob a justificativa de interesse público. Segundo levantamento da consultoria Geofusion, a medida pode impactar cerca de 200 mil moradores de bairros da Zona Sul, como Botafogo, Flamengo, Urca, Laranjeiras e Catete, que utilizam a infraestrutura comercial da região. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Durante o ato, os participantes cobraram a manutenção da vocação comercial do espaço e defenderam a implantação de um novo supermercado no local. A Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (AMAB) afirma que o imóvel faz parte da história e da rotina do bairro há décadas e critica a ausência de diálogo com a comunidade. Segundo Regina Chiaradia, presidente da associação, moradores se sentem prejudicados pela falta de participação no processo. “As pessoas não foram ouvidas em nenhum momento e questionam se esse projeto realmente atende ao interesse da população”, disse. O imóvel já possui contrato firmado com o Grupo Mundial para a instalação de um novo supermercado Charles Mathura/TV Globo Além da defesa do uso comercial, os manifestantes também levantaram questionamentos sobre a legalidade da desapropriação. De acordo com a prefeitura, o local foi declarado de utilidade pública em dezembro do ano passado para fins de renovação urbana e posterior leilão. A proposta prevê a instalação de um centro de pesquisa em inteligência artificial, ligado à Fundação Getulio Vargas (FGV). Os organizadores do protesto, no entanto, argumentam que a destinação do terreno para uma instituição privada não justificaria o uso de um instrumento legal voltado ao interesse coletivo. Eles também apontam que a FGV já possui 7 imóveis na região, o que, na avaliação do grupo, reforça a necessidade de um debate público sobre o uso do espaço urbano. Disputa judicial O caso está em discussão na justiça. Em 20 de abril de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) suspendeu, em caráter liminar, o leilão do imóvel após recurso do Grupo Sendas, proprietário do terreno. A decisão de segunda instância interrompeu o andamento do processo de desapropriação até uma análise mais aprofundada. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Agora no g1 Segundo o TJRJ, a liminar continua válida e o mérito da ação ainda não foi julgado. O tribunal informou que o processo segue em andamento, com apresentação de documentos e alegações pelas partes envolvidas. O Grupo Sendas questiona a legalidade da desapropriação e aponta possíveis irregularidades, como desvio de finalidade e ausência de justificativa adequada no decreto municipal. A empresa também destaca o risco de prejuízos irreversíveis caso o leilão seja realizado antes da conclusão do julgamento. O Ministério Público do Estado também se manifestou contra a realização do leilão. Uso do espaço em debate Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) suspendeu, em caráter liminar, o leilão do imóvel após recurso do Grupo Sendas Charles Mathura/TV Globo Atualmente, o imóvel já possui contrato firmado com o Grupo Mundial para a instalação de um novo supermercado, com projeto aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pedido de licenciamento protocolado junto à prefeitura. Para o Grupo Sendas, a manutenção da atividade comercial é essencial para garantir o abastecimento da região e preservar a função histórica do espaço. A empresa afirma que a implantação de uma nova unidade supermercadista atenderia à demanda local e poderia gerar empregos. Já a Prefeitura do Rio sustenta que o processo de desapropriação está dentro da legalidade e que não há irregularidades. A Procuradoria do Município informou que irá se manifestar nos autos do processo. A Fundação Getulio Vargas foi procurada, mas não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.

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